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RAZÕES JUSTIFICATIVAS DA ACÇÃO:
PROBLEMA/NECESSIDADE DE FORMAÇÃO IDENTIFICADO
O professor actual tem de ser um professor actualizado, elemento
fundamental de uma Escola que tem de equilibrar o saber e o saber fazer, a
teoria e a prática, a cultura escolar e a cultura do quotidiano ( L.B.S.E.
artº7º b).
O professor enquanto gestor e facilitador das aprendizagens deverá
complementar a sua formação inicial com actualização permanente, fazendo
face ao constante progresso das ciências, ao aperfeiçoamento das técnicas
e consequentemente às novas reflexões pedagógicas.
Esta acção de formação deverá proporcionar o desenvolvimento de
conhecimentos, capacidades e competências dos professores levando à
experimentação e à aplicação dessas aquisições pessoais com os alunos nos
diferentes espaços pedagógicos.
Sendo uma linguagem, a Expressão Plástica, deve ser utilizada pelo
educador que admite e utiliza, no máximo das suas intenções pedagógicas, a
fusão de todas as linguagens.
A formação em Expressão Plástica torna-se pertinente na articulação
horizontal das diferentes áreas curriculares facilitando o
ensino/aprendizagem através da interdisciplinaridade. Só o ensino
interdisciplinar pode realizar a homogeneidade duma missão educativa.
DESTINATÁRIOS DA ACÇÃO
Professores do 1º Ciclo do Ensino Básico e Educadores de Infância.
EFEITOS A PRODUZIR: MUDANÇA DE PRÁTICAS, PROCEDIMENTOS OU MATERIAIS
DIDÁCTICOS
Garantir o questionamento e a modificação das práticas
profissionais em todos os espaços e contextos educativos.
Modificar comportamentos e atitudes face à importância da Expressão
Plástica na exploração das outras áreas curriculares optimizando o
processo de ensino/aprendizagem.
Proporcionar práticas construtivas, incentivando à inovação pedagógica,
através da exploração dos diferentes materiais e técnicas articulando o
saber com o saber fazer de modo a promover a imaginação, a criatividade, a
sensibilidade estética e a capacidade de resolver problemas.
CONTEÚDOS DA ACÇÃO
1. Análise e reflexão sobre a área de Expressão Plástica nas orientações
curriculares para o Jardim de Infância e no programa do 1º ciclo do Ensino
Básico. (1h)
2. A evolução e importância da linguagem plástica no desenvolvimento da
criança. (1h)
3. Técnicas diversas de expressão: (5h)
Técnicas expressivas com papéis: recorte, dobragem e colagem – kirigami;
origami.
A arte e o quotidiano: mosaico, vitral, flores de papel e arte aplicada.
• Aplicação prática e interdisciplinar em sessões autónomas. (8h)
• Reflexão sobre o trabalho desenvolvido em contexto pedagógico – partilha
de experiências. (1h)
4. Desenho e pintura: (4h)
Técnicas com materiais gráficos e cromáticos: pintura/colagem; estêncil.
Utilização de suportes variados.
• Aplicação prática e interdisciplinar em sessões autónomas. (8h)
• Reflexão sobre o trabalho desenvolvido em contexto pedagógico – partilha
de experiências. (1h)
5. Modelação / moldagem e construções (animação). (10h)
Apresentação e exploração das respectivas técnicas reutilizando materiais
diversos.
• Aplicação prática e interdisciplinar em sessões autónomas. (8h)
• Elaboração de um relatório individual de reflexão sobre as práticas
pedagógicas desenvolvidas. (1h)
• Reflexão sobre o trabalho desenvolvido em contexto pedagógico. (1h)
7. Avaliação das actividades desenvolvidas nos vários momentos da acção de
formação. (1h)
METODOLOGIAS DE REALIZAÇÃO DA ACÇÃO
O trabalho individual e colectivo -- a dinâmica de pequeno e grande grupo
-- marca de modo significativo a metodologia desta acção.
Com carácter essencialmente prático a oficina de formação desenvolve-se em
momentos distintos de sessões presenciais (25h) e sessões de trabalho
autónomo. (25h)
Nas sessões presenciais:
• Identificam-se necessidades;
• Desenvolvem-se “actividades de aprendizagem”;
• Partilham-se saberes e experiências;
• Faz-se a reflexão conjunta sobre o trabalho desenvolvido em contexto
pedagógico.
Nas sessões de trabalho autónomo: cada professor aplica, de uma forma
integrada, em contexto pedagógico as “actividades de aprendizagem”
efectuadas.
Sessões presenciais conjuntas 25
Sessões de trabalho autónomo 25
REGIME DE AVALIAÇÃO DOS FORMANDOS
A avaliação dos formandos baseia-se na assiduidade; no interesse e
participação nas “actividades de aprendizagem” como concretização do
enunciado nos conteúdos da acção e na elaboração de relatório crítico
reflectindo as actividades desenvolvidas nas sessões presenciais e de
trabalho autónomo.
FORMA DE AVALIAÇÃO DA ACÇÃO
Preenchimento de um questionário pelos formandos, no final da acção, cujos
dados serão tratados pela Entidade Formadora.
Bibliografia Fundamental
Calvé, Adriano (1992),
expressão e Educação Plástica – Lisboa D.G.E.B.
Cardoso, Camilo e
Valsassina, M.M (1998) – Arte Infantil - Ling. Plástica. Ed. Proença
Gabey, Georgette e
Vimenet (1974), A Criança Criadora, Lisboa Assírio e Alvim
Leite, Elvira Malpique
(1986), Espaços de Criatividade. Porto: Ed. Afrontamento
Lowenfield, V. Bitain
(1977), Desenvolvimento da Capacidade Criadora. Ed. Mestre Jon
Luquet, G. H. (1974) O
Desenho Infantil – 2ª ed. Porto. Livraria Civilização
Piaget, Jean (1990),
Seis Estudos de Psicologia, Lisboa: Publicações D. Quixote
Saúde, Alda Clavo – A
Criatividade
Rouquet, André (1977),
A Educação Artistica na Acção Educativa. Coimbra: Liv. Almedina
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